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O natal sem cheiro de manga

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A cada ano que passa, sinto menos o tal espírito natalino.
Quando criança, os dias de Dezembro pareciam meses, custavam a passar.

Me lembro que quando chegavam as férias escolares, eu começa a minha contagem regressiva.
O cheiro de manga madura, vinha avisar que Dezembro chegou.
Ainda hoje, esse cheiro me leva a pensar em tudo isso.
As flores de manga, afloram em Novembro, se não me engano e no fim do mês o perfume se espalha pelas ruas.
Aqui no bairro onde cresci, existiam muitas mangueiras… É assim mesmo que se chamam?
Deve ser.

Dezembro, o dia 10 era um marco psicologico, que significava o quase meio.
No dia 15, já escutava os rumores da festa, presentes sendo amontoados nos armários, acertos finais para a festa eram feitos.
O dia 20, esse sim era o ponto de partida, mas agora os dias se arrastavam ainda mais.
Dia 24, dormir a tarde para conseguir ficar acordado a noite… Essa era a meta.
Mas essa não era uma das tarefas mais simples, a ansiedade não permitia que o sono se fizesse presente.

Chegou a noite, na TV começa “O show do Rei Roberto Carlos”, “Missa do Galo”, minha mãe e tias levando tudo para o local da festa.
Muita comida, bebidas, tudo muito farto.
Mas isso não me importava muito, eu queria os meus presentes.
E.T “O filme”… Quem tem mais de 25 anos sabe, durante muitos anos, na noite de natal, esse era o filme que a globo teimava em passar.

Esse era o meu “Bom Natal”, que hoje perdeu o sentido, tento manter aceso o espírito por conta do meu filho, que imagino viver tudo isso que vivi.
Mas, agora, tudo é compra, gastos.
A mim, resta pelo menos o tempo de renovar as esperanças, rever os primos, amigos, celebrar o ano de bons frutos no trabalho com os colegas, essas coisas.
O Natal. como antes, não sinto mais.
Que venha como um momento para reunir as pessoas que gostamos, isso basta.

Hoje vi mais uma vez, algo que me deixa muito chateado.
Casais que vão ao shopping com o filho e uma babá, até ai tudo bem.
Mas, o tempo todo, todo mesmo, quem fica com a criança é a babá, a mãe e ou o pai, não falam com a criança, não olham, não brincam…
Não vi um sorriso entre eles e o filho.
Me desculpem, mas eu crio meu filho de uma forma bem diferente.
Lazer, reunião de escola, brincar em casa, parques… Faço eu e com muito prazer!
Fica a minha mensagem, não de natal, mas para qualquer data.
Não perca tempo olhando vitrines, comprando presentes, deixando seu filho com a babá.
O tempo passa, a vida então, ainda mais…
Não deixe esse tempo passar, deixando de lado as pessoas que realmente importam, justo aquelas que mais se importam com você.
A presença, verdadeira, o abraço apertado, não aquele com tapinha nas costas.
Falo do abraço verdadeiro, que te deixa sem ar…
Esse, vale muito mais.

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